Este extenso vale divide a pré-cordilheira da alta montanha, e está encravado no Cordón del Plata oferecendo todas as possibilidades para praticar turismo aventura, lazer, pesca, trekking, caminhadas, cavalgadas e excursões fotográficas.

Seus atrativos são as Abóbadas o Cerro das Sete Cores, os petroglifos do Cerro Tunduqueral e trechos do Caminho do Inca com as ruínas de Tambillitos.

Este vale, localizado entre 1.900 e 2.500 manm, é atravessado pelo rio Mendoza e pelos riachos San Alberto e Uspallata. Podemos observar nesta região lindas alamedas e uma vegetação típica da alta montanha.

O Valle de Uspallata teve importante participação na história pela campanha de San Martín porque foi onde se concentraram os exércitos antes da travessia de Los Andes na época do vice-reinado. Também encanta aos que estão de passagem, já que é a estrada obrigatória para ir ao Chile. Na Villa de Uspallata existem hotéis, pousadas, chalés, restaurantes, lojas, aluguel de equipamentos para esqui, postos de gasolina e bancos.

 

As Abóbadas de Uspallata

As Abóbadas de Uspallata são uma das poucas edificações que se conservam desde a época colonial e se relacionam com a Ordem da Companhia de Jesus, em Mendoza, os quais usavam este tipo de construção abobadada.

Datam de 1.600 e foram construídas com a finalidade de fundir ouro ou prata, extraídos das minas de Paramillos. Acredita-se que foram construídas pelos jesuítas com mão de obra huarpe.

As cúpulas eram as chaminés cujos orifícios foram tapados para proteção, e tinham essa forma para preservar a temperatura por mais tempo. O calor se mantinha na parte superior e as pessoas podiam trabalhar com os cadinhos, foles e forjas para a fundição destes minerais. Depois, o produto fundido era levado para Uspallata e depois até o Chile. E do Chile, de navio, até a Espanha.

Uspallata é um local de grande importância histórica, e a prova disto é oCamino del Inca que mostra o significado que tinha para o Império Indígena, essa passagem pela montanha.

Depois da conquista pelos espanhóis, com a fundação de Santiago del Nuevo Extremo, na Capitania Geral do Chile em 1.541, tiveram início as colonizações que afetaram esta região da cordilheira, uma das quais fundou a cidade de Mendoza em 1.561.

O Valle de Uspallata era o local de passagem obrigatório das guardas espanholas, onde viviam grupos pacíficos de indígenas que desenvolviam uma economia de subsistência que consistia na prática de uma agricultura rudimentar, principalmente milho, colheita de frutos e pastoreio da lhama.

Em 1.562 foi estabelecida uma “encomienda”, um acordo no local para dar trabalho aos índios mais dóceis. A abundância das minas de prata dos arredores converteu a região num destacado lugar de circulação e provisão entre Mendoza e o Chile. Desde o final do século XVII e durante o século XVIII a região se caracterizou pela exploração das minas e a fundição dos minerais realizados pelos índios e organizados por religiosos que eram encarregados da catequização dos mesmos. Politicamente, durante a maior parte deste período, Mendoza e toda região de Cuyo, estiveram incluídos dentro da jurisdição da Capitania Geral do Chile, dependentes do Vice-reinado do Peru. Em 1776, quando foi criado o vice-reinado do Rio de La Plata, Cuyo passou a formar parte da nova estrutura e a cordilheira passou a ser a fronteira política entre o Chile e a Argentina. O Valle de Uspallata conservou o mesmo valor estratégico.

 

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